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quarta-feira, 12 de março de 2014

Podcasts de literatura


Caramba, como são bons os tais dos podcasts de literatura que conheci recentemente!

Devo confessar que nem sabia o que era um podcast até pouco tempo atrás; cliquei num porque me interessei pelo tema - mas nem lembro mais sobre o que era; ouvi tantos nas últimas semanas que já me confundi.

Pra quem gosta ou quer conhecer, segue a lista dos podcasts literários que sigo fanaticamente agora, tentando ouvir tudo o que todos já publicaram (lista por ordem de descoberta):

30:MIN, por Vilto Reis / Gustavo Magnani / Cecilia Garcia
LivroCast, por Marcelo Zaniolo / Diego Lokow
Ghost Writter, por Ricardo Herdy / Raphael Modena
CabulosoCast, por Lucien, o Bibliotecário / Serena / Priscila Rúbia
LiterárioCast, por Rafael Franças / Anna Schermak / Mateus Lins

Garanto que não vai se arrepender de ouvir nenhum deles; alguns são mais rápidos, de meia hora, enquanto outros chegam a 3 horas um programa, mas todos viciam, são muito divertidos e aumentam sua cultura assustadoramente hehe =)

De nada.

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Edit em 01/04/14: Mais alguns podcasts literários fodas:

The White Robot, por Igor Rodrigues / Diana Ruiz (com a melhor abertura de todos)
O Nariz, por Daniel Lameira / Roberta Bento (meio devagar, mas acho que ainda está indo)
Papo na Estante, por Thiago Cabello / Gabriel, o Nerd Escritor / Eric Novello / Ana Carolina Silveira (esse já acabou, não existe mais, mas tem muita coisa para se ouvir nos arquivos)
Papo com o Dragão, por Gabriel Requiém (está começando agora, mas o 1.º episódio é muito legal)


sábado, 8 de março de 2014

Conto: 1963 (Um conto no universo do Chaves do 8)




Voltar para aquele lugar era exatamente o que me faltava para escrever esse relato. Passeando pelos entulhos, as memórias pulavam através do chão, dos escombros e do tempo, e surgiam em minha frente, por todos os lados. Apesar do estado em que a antiga vila se encontrava, para mim era como se nada houvesse realmente mudado — o tanque aqui, o vaso de flor ali, a porta que já não havia sob o batente, os tijolos à vista, na parede quebrada… E mais do que o lugar que eu imaginara, ao pé da escada, me atraiu a casa onde encontrei todos aqueles documentos. O arrependimento de tudo o que fiz com a pessoa que ali morava era quase doce, como são todos aqueles que se referem às travessuras dos tempos de criança, mas mesmo assim eu desejava uma nova oportunidade de dizer a ela o quanto eu era grato por todos aqueles anos.

Já não há a parede lateral da casa, como já não há sua moradora, e assim como já não há mais o número branco e nem mesmo a porta onde ele era lido, mas isso não impedia que eu o visse como a uma projeção, exatamente no lugar onde sempre esteve — um mal desenhado 71, à altura dos meus olhos.

Naquela casa eu encontrei, há mais de trinta anos, aqueles papéis que se referiam a outros quatorze anos passados, e as coisas que neles li e que pesquisei e que imaginei por eles inspirado fazem assim minha narrativa voltar ao longínquo começo da década de 60.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tirinha: Edu fora do Angra


Essa é uma tirinha feita em 2012, quando o Edu Falaschi saiu do Angra, que é a banda que mais gosto.

(Tirinha resgatada do Orkut =P)


Uma aventura LEGO, de Phil Lord


Na segunda-feira de Carnaval fui, com minha esposa e uns amigos, assistir o The LEGO movie. Logo de início, já achei tudo um máximo. A animação meio "stop-motion" - que faz todo o sentido no final do filme -, as críticas sociais sobre manipulação de massa implícitas, a qualidade do 3D (principalmente visto em IMAX) e a impressionante imersão que aquele mundo de bloquinhos incrivelmente dá.

A história é interessante, "padrão" para filmes de fantasia mas que se reinventa (se reconstrói?) completamente do meio para o final do filme. A única coisa que eu não esperava é que fosse um filme sério, e isso foi uma surpresa definitivamente positiva!

De repente, tudo passou a fazer sentido no filme! Todas as maluquices, fantasias e até as estereotipagens dos personagens. Tudo adquiriu uma nova dimensão, onde o que menos importava era as pecinhas de LEGO.

Um filme sério, divertido para as crianças e inteligente - e muito importante - para os adultos, que os lembra de algumas coisas que realmente valem a pena investir seu tempo e dinheiro nessa passagem pelo mundo.

5/5, com certeza.





P.S.: Momentos legais do filme:

#1: Michelangelo; Michelangelo...
#2: A confusão entre Dumbledore e Gandalf
#3: O Astronauta de mil-novecentos-e-oitenta-e-poucos
#4: O fantasma do Vitruvius kkk
#5: As participações especiais do Chewbacca e do Milhouse =)

sábado, 1 de março de 2014

Rio 2054: Os filhos da revolução, de Jorge Lourenço




A única coisa que tenho para a obra de Jorge Lourenço, Rio 2054: Os filhos da revolução, são elogios.

Quando vi o livro na livraria Nobel, e li a sinopse, não pensei duas vezes em levá-lo. A capa foi muito bem feita, assim como a qualidade geral da obra — ponto para a editora Novo Século e seu selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. E Jorge Lourenço é um talento.

A habilidade do escritor em contar sua história — uma ótima história, diga-se de passagem — é admirável. Uma trama rica, ótimas cenas de ação, personagens verossímeis, que erram — e como erram! — e que pagam por seus erros.

Outra coisa que também é notável é a evolução da narrativa do autor, ainda dentro do próprio livro. Não sei se ele demorou muito tempo para escrevê-lo, mas essa é a impressão que passa. Do meio para o final ele para de cometer pequenos (pequenos mesmos) vícios de construção frasal, como repetição de termos e informações, mas a história te prende tanto que isso não interfere no desfrutar da leitura. Todas as questões humanitárias e sociais foram abordadas realisticamente, sem ressalvas.

Não há como não simpatizar pelos personagens, não há como não entendê-los, mesmo os "vilões". Assim como não há como não sentir o mundo da obra, muito bem descrito. Meus parabéns a Jorge Lourenço pela obra, e agora só resta aguardar a próxima (quem sabe a que o personagem japonês menciona na última linha?).


4/5; muito bom.





P.S.: Só senti falta da Nina e do Nicolas no final...