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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O mapa da podosfera brasileira


Sou apaixonado por podcasts — e quem me conhece sabe bem disso. Acompanho atualmente 34 deles, mas já ouvi episódios de muitos outros, dentre nacionais e gringos, e boa parte do que aprendi recentemente veio do incrível conteúdo que eles proporcionam. Não posso deixar de dar importância, também, aos episódios que vêm meramente para nos fazer dar risada e desanuviar nossa mente da brutalidade da vida real.

Assim, eu meio que sentia necessidade de “devolver" o carinho com que eles produzem para os ouvintes esse tipo de conteúdo — e então, após ouvir o Ivan Mizanzuk do AntiCast mencionar o grupo fechado do podcast do Facebook, a Cracóvia, e a suposta “terra" do Mundo Freak, o Freakistão. tive o “tchan" mental e desenvolvi essa ilustração:


É claro que é só uma brincadeira, e nenhum elemento nesse mapa se propõe a significar tamanho ou representatividade do podcast para a cena atual. Só fica claro que eu puxei sardinha para os que eu ouço mais, rs.

A todos os podcasters, mais uma vez, meu muito obrigado pelas infinitas horas de diversão! :D

(Para a imagem em tamanho estupidamente grande, CLIQUE AQUI.)

Atualização:
Conforme pedidos, seguem os podcasts retratados no mapa.

NerdCast
Matando Robôs Gigantes
RapaduraCast
99 Vidas
Reloading
O Melhor Podcast do Brasil
AntiCast
Feito por Elas
Salvo Melhor Juízo
Não Obstante
Três Páginas
Visual+Mente
Projeto Humanos
É Pau É Pedra
Radiofobia
Na Porteira
Mundo Freak
Ponto G
Crazy Metal Mind
Troca o Disco
Papo Lendário
CabulosoCast
LivroCast
LiterárioCast
Hora M
Agentes do LIVRO
O Drone Saltitante
PodEspecular
Ghost Writer
A Taverna do Fim do Mundo
Curta Ficção
Gente que Escreve
30:MIN
Hora Alucinógena
Os 12 Trabalhos do Escritor
Morango
O Arquivo dos Sonhos Perdidos
Ex Libris
Xadrez Verbal
Thunder Radio Show
Baião de Dois
Judão
[Os diversos podcasts de esportes da Central 3]
A Voz de Delirium
SciCast
Café Brasil
Papo de Cafeteria
SpheraCast
Falha Crítica
Dragões de Garagem
Escriba Café
Papo de Gordo
Papo de Fotógrafo
Um Milkshake Chamado Wanda
Miçangas
GVCast
Pelada na Net
O Nome Disso É Mundo
UltraGeek
BiboTalk
Irmãos.com
Minutos de Silêncio
Galera do RAU
Melhores do Mundo
Não Ouvo
PQPCast
LíderCast
LexCast
Jogabilidade
BrainCast
Mamilos
Caixa de Histórias
Zing!
Mupoca
Spoilers Talk Show
Pouco Pixel
Tecnicalidade
Naruhodo
Código Aberto
BeerCast
Papo H
Meia-Lua Cast
Iradex Podcast
PH Santos Show
Sem Fim
Sete Reinos
Pilotando
[E uma homenagem aos demais podcasts, com a Ilha dos Iniciantes e a União dos Estados Podcastais Independentes]


quarta-feira, 7 de maio de 2014

A cidade dos milagres, de Christian Gurtner


Acabei ontem a leitura do romance A cidade dos milagres, do podcaster Christian Gurtner, que mantém o maravilhoso site Escriba Café — na verdade, cheguei ao romance clicando no link da loja Tempus Emporium, vinculada ao site.

O livro é pequeno, menos de 150 páginas, e de leitura simples. No entanto, é difícil falar sobre ele. Difícil mesmo. Ele varia entre dois plots principais: uma trama policial e outra onde vemos a construção do caráter de um personagem, e que serve de base para reflexões sobre o mundo atual (para quem acompanha o site do autor sabe que esses são os seus próprios pensamentos) — e ambas as tramas giram em torno do personagem Dom Aligneri.

A história, embora seja simples, tem justamente aí sua força. O desenvolvimento do livro soa quase como uma fábula, uma visão romantizada e irreal do mundo; contudo, no desfecho, percebemos que Gurtner não perde o foco com a realidade, ainda que a última cena de "fuga" seja quase surreal — mas, dadas as circunstâncias, perfeitamente compreensível. Quem, afinal, nunca presenciou pelo menos uma cena surreal em sua própria vida?

Os personagens são simples, unilaterais, mas dado o caráter fabulesco da obra, pode-se aceitar que eles estão ali apenas para fazer a mensagem ser passada — contudo, ainda assim, algumas páginas poderiam ter sido acrescentadas na obra final para... humanizá-los mais, no sentido de mostrar uma vida pregressa mesmo. Não que as informações dadas sobre eles tenham sido insuficientes; apenas foi um desejo meu de entrar mais na cabeça deles.

Outra coisa que precisa ser levada em consideração: o livro é de 2005, ainda nos primórdios da obra de Gurtner no Escriba Café, e me deixa imaginando o romance que sairia de sua cabeça agora, depois de toda aquela experiência que ele adquiriu.

Agora, em um ponto, uma crítica dura tem que ser feita — a edição. Entendo que a Editora Scortecci é uma editora de livros sob demanda, mas ela realmente pecou na revisão. São muitos erros de pontuação, inúmeros mesmo, e percebe-se claramente que a) ou não houve um serviço de edição, ou b) o editor que revisou a obra é incompetente. Todos os escritores deixam inúmeros erros para trás durante o processo de escrita, que são lapidados numa segunda leitura ou numa revisão cuidadosa — que inclusive corrige vícios e inexperiências no uso da linguagem dos novos autores —, mas percebe-se claramente que isso não foi feito aqui. Essa falha não chega a comprometer a história e o que o autor quer nos passar, mas que dá raiva, dá. E isso tem um nome: desleixo com o autor.

Mas enfim. O livro merece sim uma segunda edição — com revisão — por uma editora melhor, e eu gostaria muito que o Christian Gurtner nos brindasse com mais uma obra (não sei se está em seus planos ou não). Ele é um cara que tem muito o que dizer, e sempre com muita qualidade. Em resumo, a nota só não saiu um pontinho melhor por causa da edição.


«««/5

terça-feira, 6 de maio de 2014

Um trecho marcante de Christian Gurtner


E nem estou falando do Escriba Café =P

“— (...) Quando paramos de nos preocupar com dinheiro, com problemas cotidianos, e quando paramos de nos estressar e de nos preocupar com o que as outras pessoas pensam ou fazem, passamos a ser chamados de loucos e somos expulsos do maravilhoso meio social dessa rica e tão bem estruturada cidade.”

Christian Gurtner — A cidade dos milagres

terça-feira, 22 de abril de 2014

Novas aquisições literárias #4


Em nova passagem pela Livrarias Curitiba, comprei (inspirado pelo episódio #34 do LiterárioCast) dois livros que romanceiam histórias de videogames: World of Warcraft: Marés da guerra, de Christie Golden - que comprei pelo vendedor me informar que os livros dessa série são histórias independentes - e Bioshock: Rapture, de John Shirley - que já li sobre, onde disseram que é um excelente livro de ficção científica, independentemente de ser de um jogo ou não.

Já comecei a ler o Bioshock, e parece interessante; tem uma narrativa boa, uma premissa legal e é escrito numa linguagem adulta. Vale mencionar a capa de ambos, bonitas, com belos desenhos, sem aquela arte 3D que cismam em colocar em livros de jogos, como os do Assassin's Creed e God of War...






P.S.: Já ia me esquecendo! Comprei também, pela internet, o livro A cidade dos milagres, do Christian Gurtner, do maravilhoso site Escriba Café.