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quinta-feira, 17 de abril de 2014

As séries que eu mais gosto/gostei


Ouvindo um episódio do Ovo Triássico, decidi fazer um breve comentário sobre as séries que eu assisti e mais gostei... Sem ordem de preferência.


  • Lost - Tá. Tem o negócio da temporada final, né? Mas, ignorando isso... As pontas soltas podem ser explicadas assim: é uma série de mistério. Ponto. Mistérios não são para serem explicados. Mas que a série foi foda, boa de se assistir, foi.
  • Game of Thrones - Não tem nem o que falar. Perfeita.
  • Todo Mundo Odeia o Chris - A segunda melhor série humorística de todos os tempos. O Julius era o melhor. E o Chris. E a mãe do Chris. Hehe.
  • Band of Brothers / The Pacific - Vi ambas, e achei a primeira um pouco melhor. Mas são muito fodas ambas, perfeitas mesmo.
  • Chaves / Chapolin - As melhores séries humorísticas de todos os tempos, dividindo o 1.º lugar. Roberto Gómez Bolaños é um gênio.
  • Simpsons - Vale desenho animado? Então esse é o melhor de todos, de todos os tempos.
  • The Walking Dead - Tô assistindo ainda, vi agora a 1ª temporada. Não sei... Tá legal... Mas como sustentar tantas temporadas que já tem só com zumbis... sem ficar repetitivo ou virar um Lost? (Edit: Desisti dessa série... Ficou repetitiva =/ )

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Um trecho marcante de Marguerite Duras


“Jamais escrevi, acreditando escrever, jamais amei, acreditando amar, jamais fiz coisa alguma que não fosse esperar diante da porta fechada.”

Marguerite Duras — O amante


domingo, 13 de abril de 2014

O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman



O mestre Gaiman é simplesmente fantástico, não é?

Qualquer coisa que estivermos esperando dele, ele nos surpreende e nos entrega uma história — não, um sonho — muito melhor do que qualquer coisa que se poderia esperar.

O nível da fantasia de Neil Gaiman é muito diferente do que nos é oferecido por aí, talvez apenas comparável a outro mestre, o Haruki Murakami. Essa belíssima história, sobre lembranças e esquecimentos, sobre o "mundo detrás do palco", sobre a infância e a amizade, realmente nos faz submergir, imergir, se afogar em outras vidas, em outras realidades... Nos faz esquecer da "vida real" — como toda boa história (ou todo bom ator) deveria fazer.

O oceano no fim do caminho foi um dos melhores livros que li dele. Tão bons quanto são: Deuses americanos, Coisas frágeis 1 e 2 e Os filhos de Anansi — ou seja, todos os que li, hehe.

Sigo ansioso pelos outros dele, e só sossego quando tiver lido todos.

A mais nova obra de arte d'O Cara.
«««««/5

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Microconto #2


Assim, ela se submeteu à sua vontade, disse que o amava, e talvez até o tenha amado mesmo, cozinhou para ele, passou sua roupa, ou teria passado se tivessem energia na ilha onde naufragaram, e fez tudo, tudo o que ele mandou.

Até o dia em que cortou sua têmpora com um coral e o matou.

— Eu disse — sussurrou ela em seu ouvido, como se ele pudesse ouvi-la —, eu disse que você não mandava em mim.

Então ela olhou em volta e, sozinha em seu universo, matou-se dois minutos depois.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Novas aquisições literárias #3


Mais uma parte da epopeia literaturística ampliativa de âmbito cultural e redutória espacial no âmbito prateleiral:

Na Livrarias Curitiba: Comprei, finalmente, o Filhos do fim do mundo, do Fábio M. Barreto; e o O fim da Eternidade, do Isaac Asimov.

No Sebo Literário, em troca de alguns livros que eu abandonei (por ter achado muito ruins): Fim de caso, de Graham Greene (que ouvi bem a respeito em algum podcast de literatura que elenquei uns posts atrás); O amante, de Marguerite Duras (já ouvi falar bem e dei uma folheada e gostei do estilo de escrita); Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking (sempre gostei desses livros de física para leigos - hehe); e O Planeta 8: Operação salvamento, de Doris Lessing (que comprei por ser FC e principalmente por estar na banquinha de R$ 5).

Assim que lê-los, posto um breve comentário (que não são resenhas, por isso estão no marcador "divagações", e não "resenhas") sobre eles.





O código élfico, de Leonel Caldela



Após o fim — postergado propositalmente — de O código élfico, percebo ter tanta coisa para dizer e não saber como dizê-lo. Sinto que não conseguiria exprimir o quanto gostei dessa obra...

Mas enfim, vamos lá, numa torrente do que vier pela cabeça.

Uma das coisas que mais me agradam no Leonel é a sua habilidade em quebrar clichês. Confesso que quase acreditei que esse livro seria diferente, quando o primeiro personagem se mostrou um elfo, e arqueiro ainda por cima. Mas o clichê caiu por terra no primeiro capítulo (aquele era o prólogo). A quebra dos clichês é notável nessa história, com muitas viradas imprevisíveis na trama, e com um final (feliz?, ou não?) que passa longe de ser clichê.

Sobre os personagens: Nicole Manzini é apaixonante, apesar de quase poder rebatizar a Lei de Murphy como Lei de Nicole... Astarte é foda, simples assim. Fora do padrão élfico, digamos assim, mesmo por ser mesmo gerado fora dos padrões. Felix Kowalski... é uma figura. Engraçado, paternal, um guerreiro de primeira linha. Os personagens secundários também são memoráveis — Custódio Dutra, o Menino-Diabo, as trigêmeas, Salomão Manzini, Emanuel Montague, os monges... Cara, Leonel é foda. "O" cara.

Sinceramente eu chorei no final. Claro que, sem spoilers, numa fantasia épica, alguém iria morrer no final. E eu sabia que essa pessoa iria morrer, isso foi óbvio pra mim desde o início. E chorei assim mesmo, cacete.

Além de O inimigo do mundo, foi o segundo livro que li dele, e o segundo que me surpreende. 'Bora ler os outros do sr. Caldela, que o cara sempre entrega mais do que promete.



«««««/5