Hoje vou escrever bonito, pensou o dr. Ricardo, olhando para o receituário, logo antes de sofrer um ataque cardíaco e morrer, esticado no chão frio, por esgotamento físico.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014
Microconto #1
Hoje vou escrever bonito, pensou o dr. Ricardo, olhando para o receituário, logo antes de sofrer um ataque cardíaco e morrer, esticado no chão frio, por esgotamento físico.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Um trecho marcante de Leonel Caldela
Uma citação simples dessa vez, mas profunda pra caramba:
“— Saudade é relutar contra o mundo.”
Precisa falar mais alguma coisa?
terça-feira, 1 de abril de 2014
O que significa o Z.I.T.O. do Angra?
Li no site Whiplash, postado pelo Saulo Azevedo:
Algo relacionado ao conto Partida do audaz navegante, de Guimarães Rosa, do livro Primeiras Estórias. Já deu pra sacar que o título traz uma forte referência à temática do disco Holy land. A história, porém, não se trata de um marinheiro que vai embora de casa, e sim dos acontecimentos vividos por uma família do campo numa "manhã de um dia que brumava e chuviscava". O "audaz navegante" é de uma história contada por uma das personagens, uma garotinha chamada Brejeirinha, irmã de Pele e Ciganinha, esta última meio que namorada do primo, chamado... Zito!
No decorrer da história, as crianças pedem à mãe para ir ver o "riachinho cheio",e quando chegam, se deparam com "a pequena ANGRA, onde o riachinho faz foz" (é lógico que no texto original a palavra angra não está em maiúsculas). Brejeirinha prossegue com sua história: "O Aldaz Navegante não gostava de mar! Ele tinha assim mesmo de partir? Ele amava uma moça, magra. Mas o mar veio, em vento, e levou o navio dele, com ele dentro, escrutínio. (...) O Aldaz Navegante se lembrava muito da moça. O amor é original..."Essa passagem lembra muito o final de Carolina IV, o que não pode ser ignorado, já que o Rafael também participou da composição desta e o disco é conceitual. Faz-se também um paralelo entre o amor do "Aldaz" Navegante por sua moça e o amor entre Ciganinha e Zito. Considerando que os dois são adolescentes, a passagem da letra "Like a teenager discovery / What's more delightful than this? / Try to remember how good it was / Feeling the life as it is / To believe" parece trazer uma forte referência.
Voltemos ao conto: quando Brejerinha é intimada por Pele a dar um final a sua história, ela inventa um meio do navegante se salvar "Vou fazer explicação! Pronto. Então, ele acendeu a luz do mar. E pronto. Ele estava combinado com o homem do farol". No entanto, Pele protesta, argumentando que não vale "inventar personagem novo, no fim da estória", e aponta para um monte de ***** de boi dizendo que aquele é o "aldaz navegante". Brejeirinha até concorda, mas coloca alguns gravetos e flores para enfeitar. Quando a chuva começa a engrossar, o rio leva o navegante, depois de cada um da "turma" colocar um pequeno objeto seu. Pode-se perceber uma referência a essa passagem no trecho "Swimming naked of beliefs / And responsabilities / Just feel the sea of bliss / Mother nature brings to me / In fantastic purity / Everything I need".
Para mim, pareceu bem verdadeiro, uma vez que os compositores do Angra pesquisam exaustivamente para realizar suas obras o mais perfeitamente possível - mas claro que entra na já mitologia criada em cima dessa música...
Ponto pro Angra por isso =)
![]() |
| O melhor disco do Angra |
Edit: O texto que o Saulo postou vem desse link:
segunda-feira, 31 de março de 2014
Fim da Parte I (com duplo sentido)
Finalmente terminei a Parte I de minha jornada - com dois sentidos reais: o primeiro, onde se lê que terminei literalmente a Parte I de meu primeiro romance, trabalhado, escrito e reescrito desde 2006. A Parte II será reescrita agora, mas o foco é na I mesmo, por enquanto.
A segunda interpretação é que a primeira parte da minha carreira enquanto escritor (a primeira parte de inúmeras, inumeráveis partes) está satisfatoriamente concluída - eu acho: apresentar às editoras um produto bem acabado, bem escrito e devidamente revisado.
Daqui para frente, meus amigos, só os deuses podem dizer o que vai virar =)
quinta-feira, 27 de março de 2014
Novas aquisições literárias #2
Semana passada visitei o Sebo Literário, aqui em Sorocaba, e saí de lá com duas obras e três livros - uma para minha pura diversão - O restaurante no fim do Universo, de Douglas Adams - e outra para pesquisa - A queda de Atlântida, de Marion Zimmer Bradley, volumes I e II.
Apesar de ter pago apenas R$ 24 pelos três livros, em geral os preços desse sebo são quase os mesmos dos das livrarias! Não sei se é só aqui em Sorocaba, mas me parece incoerência pagar as mesmas quantias por livros novos com cheiro de livros novos (a melhor parte) e por livros usados, muitas vezes amassados e/ou escritos e/ou comidos por traças e cupins.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Novas aquisições literárias
Hoje, num passeio despretensioso (aham, sei) pela Livrarias Curitiba, recém-aberta aqui em Sorocaba, adquiri duas obras de arte para minha coleção: O oceano no fim do caminho, do mestre Neil Gaiman, e a graphic novel Turma da Mônica: Laços, de Vitor & Lu Cafaggi.
Sinto que meu nível cultural já aumentou 5% só de tê-los comprado =P
domingo, 16 de março de 2014
Um trecho marcante de Rubem Fonseca
“Eu tinha muita coisa na cabeça, isso me desarticulava. Os melhores conferencistas são aqueles de uma única ideia. Os melhores professores, aqueles que sabem pouco.
(...)
“As outras mulheres são bonitas?"
“Lindas. Realmente."
“Tenho dúvidas..."
“Faz de conta que você está tirando férias. É uma experiência interessante. Teremos longas conversas sobre arte, o mundo, as pessoas."
“Eu fico lá alguns dias, se achar chato volto para a minha casa."
“Como se fosse uma família", continuei, “uma família diferente, que não existe ainda, onde todos os integrantes são livres, em que os laços não são os de proteção, mas o de amor."
Merda pura, a minha conversa.”
Rubem Fonseca — O caso Morel
Aí eu pergunto: como não ser fã/admirar pra caralho/achar foda/pagar pau para um cara que escreve isso?
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