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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nefelibata ou O fotógrafo


E está lançado meu segundo romance, Nefelibata ou O fotógrafo, em formato e–book na Amazon!






Ellijah descobre que gosta de fotografar ao ganhar de Lorena, sua esposa, um celular que tira fotos. E melhor ainda: ele percebe que tem tino para a coisa. Ao mesmo tempo, o português Maximilian surge em sua vida e se torna um amigo, ampliando, com seu modo diferente de ver o mundo, seus horizontes fotográficos. Mas esse é um “hobby” que toma dinheiro — e sua esposa começa a apresentar uma doença misteriosa. O dinheiro não será suficiente para cuidar de tudo, e Élli precisa escolher entre seu novo sonho — ser um fotógrafo de natureza — ou abrir mão de tudo por Lorena. O problema é que ele nunca foi muito bom em tomar decisões.

Para comprá–lo, basta acessar este link:


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Vem novidade por aí…


Ainda que eu não vá dizer realmente nada com esta postagem, posso adiantar a vocês, nobres leitores do blog, que uma novidade está surgindo no horizonte.

E no horizonte próximo, diga–se de passagem ;)


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Unicelular, de Tarsis Magellan


Que surpresa foi o romance Unicelular, do manauara Tarsis Magellan! Não que eu não tenha me interessado por ele desde o início, no Wattpad, e depois quando veio para o Clube de Autores, e, finalmente, após comprar o meu Kindle, onde o comprei na Amazon! Inclusive, na época do Clube, ele entrou no meu desafio; assim sendo...

.: Este é o terceiro livro do Desafio Literário Clube de Autores, de um total de 7 livros! :.


Para começar a falar do romance, quero fazer um exercício com vocês, leitores: pensem em elementos de filmes norte–americanos de sucesso — é bem possível que eles estejam em Unicelular. Temos uma protagonista policial forte e decidida; um parque temático com criaturas fascinantes e incrivelmente perigosas; elementos de ficção científica que estão diretamente relacionados ao nosso dia a dia; mortes deliciosamente estapafúrdias; conspirações; empresas gigantes e inescrupulosas destruindo o meio ambiente; cenários futuristas, meio alienígenas e impressionantes em sua execução; explosões!; robôs; e o melhor de tudo, a única coisa que não se encontra em Hollywood: a história se passa no Brasil, em meio a cenários que todos nós, se não conhecemos, já ouvimos falar. E, creiam–me: nada disso — absolutamente nada — ficou forçado. Desculpem se pareço empolgado, é que estou mesmo, hehe.

Mas, afinal, o que acontece no livro? Para simplificar, sem spoilers: Uma agente da ABIN — a versão brasileira Herbert Richers da CIA — manda sua melhor agente, Rosa Villar, para investigar a Iniciativa Unicelular, depois que acidentes com pessoas no litoral começam a demonstrar um padrão. Lá, os cientistas da Iniciativa estão montando um parque temático onde as principais atrações são os organismos unicelulares... mas não exatamente como eles deveriam ser. No entanto, no decorrer de suas investigações, Rosa percebe que as coisas não são bem como ela imaginava (e nós, leitores, também, já que a trama vai por caminhos inesperados o tempo todo). Mas, Rahmati... Afinal, a história é de ficção científica, policial ou um thriller? É tudo isso! E funciona muito bem!

O autor, Tarsis Magellan (gosto desse nome, porque me lembra o meu disco preferido da banda Savatage, o The wake of Magellan), escreve muito bem, e seu estilo, como eu acho que deve ser nesse tipo de história, não se sobrepõe à trama; ele não inventa a roda, apenas a usa muito bem, com rolamentos novos e pneus de boa qualidade, hehe. Apesar de ser um lançamento independente, não encontrei grandes erros, nem de português nem de diagramação (claro, existem alguns, mas inofensivos). A capa, inclusive, é linda, e passa muito bem a ideia da trama.

Em resumo, depois de tudo o que eu falei: é um livro que eu indico MUITO. Merece ser comprado na Amazon, merece ser comprada a sua versão física, que ainda vai ser lançada (foi retirado do Clube de Autores), porque parece que está ficando muito bonita, e o autor merece ser publicado numa grande editora. Inclusive, ele eleva bastante a expectativa por suas futuras produções.

Unicelular, assim sendo, leva um belo dum 4,5 de 5. Fez comigo, inclusive, o que muitos poucos livros fazem ultimamente: me deixou com saudade do cenário onde se passa :)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A menina submersa: Memórias, de Caitlín R Kiernan


Uma das poucas coisas que realmente me estressam, na literatura, é me sentir enganado. Não fico “bravo" quando leio uma obra mal escrita; eu simplesmente faço uma careta e a abandono. Também não fico “bravo" quando chego a um final ruim de um livro; dependendo de como foi a jornada, eu somente penso: “ah, bem que essa história merecia um final melhor..." (Lost, é com você, minha filha.) Mas quando uma obra me engana... Ah, aí eu fico fulo. É verdadeiramente uma traição. O principal exemplo, para mim, disso, é o livro Grande irmão, como mencionei nesse desabafo aqui.

Em A menina submersa: Memórias, não é exatamente a obra que me enganou — foi como a venderam para mim.


Em todas as artes, textos e etcéteras promocionais da editora Darkside, esse livro é vendido como um livro de terror. Ou, ao menos, um terror psicológico. Tudo bem que a protagonista começa o livro dizendo que vai contar uma história de fantasmas — no entanto, não é uma história de terror. Se você, leitor do blog, quer ler esse livro por causa disso, repense. A menina submersa é sim uma história de fantasmas, com sereias e lobos, mas são os fantasmas, sereias e lobos da protagonista, India Morgan Phelps, ou Imp, porque ela é esquizofrênica. Não, isso não é uma interpretação minha. Sim, isso está escrito no livro. Que é narrado em primeira pessoa. Pela protagonista. Que não deixa dúvidas. É a história dela, como ela se lembra, e inventando o que não lembra. Pode ser que tenha um ou outro elemento fantástico? Sim, pode. Mas não é esse o foco. Não é uma história de terror. É uma ótima história que destrincha, que escarafuncha, que desnuda a cabeça de uma pessoa perturbada por uma doença que rouba dela qualquer controle que ela tenha de sua mente — e isso, não tenham dúvidas, é muito bem feito —, mas não é a história que eu esperava ler quando abri o livro. Porque quem gosta de ler sabe que é preciso estar numa vibe adequada àquele livro. Quando se está com aquela puta vontade de ler uma fantasia épica e a única coisa que se tem em mãos é um Orgulho e preconceito ou um A moreninha, é óbvio que não se extrairá o que essas obras têm de melhor.

A menina submersa é um bom livro, que fique claro. Não é excelente, contudo. Apesar de ter adorado as viagens da protagonista e os problemas de relação dela com as mulheres de sua vida, Eva e Abalyn, achei o livro denso e arrastado demais. Talvez, como eu disse, por ter esperado outro tipo de narrativa. A diagramação é boa, com “supresinhas" ao longo das páginas, e a relação toda da protagonista com a arte em geral é bem legal, ainda que sempre envolta nesse véu de confusão e estranheza de todo o livro.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Picta Mundi, de Gleice Couto


Picta Mundi, da autora Gleice Couto, chamou a minha atenção desde o primeiro momento em que descobri sua existência, na bela e amada lista de e–books gratuitos da Amazon, hehe. Gostei da capa, do título, e, posteriormente, da sinopse. Vi que se tratava de uma história onde, por qualquer motivo, se era possível entrar nos mundos — ou nas realidades alternativas — dos quadros, das pinturas, e isso falou muito comigo, porque são duas coisas que eu curto bastante, realidades paralelas e óleo sobre tela.


Picta Mundi, como vocês já devem ter suspeitado, é uma obra independente. Faz tempo, contudo, que isso deixou de ter, para mim, algum significado além do óbvio — o de não ter uma editora. Atualmente, muitos escritores (eu arriscaria dizer a maioria) estão tomando cuidado com suas “edições do autor", procurando revisores, leitores beta, leitores críticos e capistas, e isso reflete em obras como essa. Aqui, a diagramação é muito boa, os capítulos iniciam com um desenho de uma pena, a revisão do português está ótima, enfim; o trabalho é melhor que, inclusive, o de algumas editoras por aí. Mas e a trama?

Trata-se, também, de uma história young adult. Nela, acompanhamos, no começo, Letícia e Daniel, alunos do colégio Dippel, que se encontram na diretoria para receberem suas detenções. A escola é de alto nível, e ambos parecem não se encaixar muito bem naqueles padrões. Logo percebem que têm algo em comum: ambos perderam pessoas próximas. Daniel perdeu seu irmão, Felipe, desaparecido, e Letícia seu pai, Raul, que morreu em condições incertas. A vida de ambos desandou a partir desses eventos. No entanto... Daniel diz a Letícia que as coisas não são bem assim. Felipe não desapareceu, na verdade, e está com o pai da menina em um mundo paralelo, acessado por meio de pinturas especiais. E precisa da ajuda dela para fugirem. (E, é óbvio, ela acha que ele tá muito doidão de dorgas.)

Enquanto a ideia é excelente — e criativa, porque não me lembro de muitas obras parecidas —, a execução é, para mim, vale frisar, “apenas" boa. Entendam: o livro é bem escrito, não há falhas na trama nem na continuidade, nada realmente que desabone. A autora conduz muito bem a história e os personagens. Contudo... meu problema é com o “estilo" young adult. Parece que não consigo me conectar muito bem... É curioso, porque nem é por qualquer bobeira do tipo “ah, as situações são inverossímeis", ou “os personagens são inseguros", ou “não gosto de adolescentes"; é que, nessas obras, eu meio que sinto como se estivesse assistindo a um “filme de Sessão da Tarde", se vocês entendem o que quero dizer com essa referência. Não estou dizendo sobre esse livro, mas me parece, ao ler uma obra desse gênero, que os protagonistas não vão realmente correr algum risco, sabe? Que eles vão sim conseguir o que querem no final, então parece que não consigo me conectar com os personagens. Certamente o problema é meu.

Para quem ama, entretanto, o gênero YA — e são muitas pessoas —, certamente vai adorar o Picta Mundi. Criativo, bem executado, bem escrito, e com personagens muito bem construídos, humanos até dizer chega. A protagonista, inclusive, chega a irritar de tanta humanice, haha. Vale a pena demais ;)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Glamour, de Alexey Dodsworth


Alexey Dodsworth não decepciona, não me canso de dizer isso. Disse na minha resenha de Dezoito de Escorpião, disse na de Extemporâneo, digo nessa agora de Glamour, o terceiro lançamento do autor no ano de 2016 — nesse ano, também saíram a segunda edição de Dezoito e O esplendor, ambos pela editora Draco. Glamour, no entanto, foi lançado como independente, e fico curioso em saber por quê... apesar de ter uma suposição sobre o o motivo:

Imagino que seja por causa do quanto essa obra seja fora da casinha, surtada, ousada e cheia de quebras de preconceitos para esfregar na cara da sociedade tradicional. Talvez seja por isso. (Só espero que ele tenha partido para a publicação independente por conta própria, e não que tenha sido rejeitado por editoras por esse motivo...)


Vamos começar, então, pelas protagonistas. Sim, “pelas"; são três mulheres.

A primeira delas é a Nemy–Z, uma drag–queen de uns 2 metros de altura, que está sempre montada. Outra é a Leonor, idosa e esposa de Nemy–Z, que luta contra um câncer terminal. E a terceira é Cassandra “Cassie" Johnson, a — segundo absolutamente todos, linda — filha transgênero de cabelos azuis das duas (e que me trouxe muita alegria ao aparecer na obra, já que ela também é protagonista de Extemporâneo — ou uma versão dela de outra realidade —, e é muito carismática).

A questão é que as três não são “só" isso, hehe. Leonor tem a voz, que torna impossível não obedecer a qualquer coisa que ela comandar; Cassie tem visões do futuro de fatos e de pessoas; e Nemy–Z parece ter algo em si muito maior do que isso tudo (e a revelação de seu poder, no fim do livro, me parece ser um dos bons motivos para o livro ter saído independentemente). Além disso, as três têm um grupo pop cover chamado As Iluminadas de Thanateros, são complexas e indistinguíveis de seres humanos reais, com suas qualidades e defeitos. Tá bom ou quer mais?

Então tem mais.

Os vilões também são memoráveis. Dentre eles, um candidato à presidência ultra–conservador chamado Jairo Volpi e um cadeirante misterioso mas, ainda assim, que rende cenas muito divertidas. Aliás, a escrita do Alexey é fantástica — fluida, cheia de surpresas e com momentos muito bem amarrados. Só senti um pouco de falta, no final, da reaparição ou mesmo da menção de um personagem que tem uma “conclusão" no fim do primeiro ato, mas aí também já pode ser o próprio autor quebrando minhas expectativas e fugindo do clichê, haha.

Outra coisa que me agrada nos livros do Alexey é a costura que ele faz entre eles. Todos têm elementos uns dos outros, personagens, menções ou mesmo temáticas que giram em torno de um “Sol", mas mesmo assim nada é repetitivo ou previsível, muito pelo contrário. Como (acho que posso dizer com certa segurança) ele trata de universos paralelos, cada realidade que ele nos traz é única e, à sua maneira, incomodamente próxima à nossa dos piores jeitos possíveis.

Nota 5 de 5, fácil. Dá mesmo vontade de ler tudo de novo para brincar de encontrar os elementos comuns.

Acho que vou fazer isso.

Mas, antes, vou ler o livro que falta, O esplendor.

Aguardem novidades :)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Podcasts: Biblioteca de Bolso, CabulosoCast e Caixa de Histórias


Combo de literatura! Três deliciosos podcasts sobre nossos amados livros para vocês conhecerem!



Esse é o único podcast de Portugal que eu ouço. É apresentado pela Inês Bernardo e pelo José Mário Silva, e o programa sempre gira em torno de um convidado — numa conversa presencial —, seja autor ou personagem do mercado editorial português. Mas aí você pode se perguntar: então o quê isso interessa a nós, brasileiros? Primeiro, que o formato é o seguinte: o convidado escolhe 3 livros que marcaram sua vida. A partir daí, ele e os hosts discorrem sobre a história, sobre as lembranças que o livro traz, sobre os personagens, os momentos marcantes... Eles literalmente humanizam a obra. Para um escritor, isso é um excelente meio de aprender como marcar os leitores de maneira indelével.


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Ah, o Cabuloso... Esse foi, por muito tempo, o meu preferido... Mas, como assim, “foi"? É, “foi", porque acabou. Fico muito triste, mas é a verdade. Nesse exato momento ainda vai lançar uns episódios, mas o fim está oficialmente anunciado, e não demora. Ele é apresentado pelo Lucien o Bibliotecário, host que conseguiu manter sua identidade em segredo por muito tempo, rs. Além disso, na equipe oficial, tem a Priscilla Rúbia, a Domenica Mendes e o meu brother de SobrEscrever, o Lucas Ferraz. São programas mais longos, mais de 1 hora, às vezes mais de 2, hehe, mas o papo é sempre muito descontraído, seja sobre um livro — com uma parte sem spoilers e uma com —, sobre um autor — com a participação do mesmo, quando possível — ou sobre um estilo literário. Já foi quinzenal, já foi semanal, e, nesse finalzinho, está praticamente mensal. É um programa que vai fazer muita falta :'(


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Esse é um podcast peculiar. É apresentado pelo Paulo Carvalho, e é construído num formato diferente. Como o Paulo é autor, ele faz, na primeira metade do programa, um “audiolivro", geralmente do primeiro ou segundo capítulos, ou de um conto, se for o caso. Na sequência, ele sozinho ou com um convidado apresentam e discutem sobre a obra, sem spoilers, apresentando–a aos ouvintes. É um programa que faz parte da “família B9 de podcasts", de duração variável — às vezes 25 min, às vezes 45 min ou 1 h —, e semanal, e muito legal :D


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