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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Um trecho marcante de George R R Martin


“A arquibancada já começava a encher; os senhores e senhoras apertando os mantos de encontro ao corpo para se proteger do frio da manhã. Os plebeus também perambulavam em direção ao campo e centenas deles já se aglomeravam ao longo das cercas. Tanta gente veio para me ver morrer, Dunk pensou com amargura, mas estava sendo injusto. A alguns passos dali, uma mulher gritou: 
— Boa sorte para você. 
E um homem deu um passo adiante, pegou sua mão e disse: 
— Que os deuses lhe deem forças, sor. 
Então um irmão mendicante, em uma túnica marrom esfarrapada, abençoou sua espada e uma donzela lhe deu um beijo no rosto. Estão do meu lado. 
— Por quê? — perguntou a Pate. — O que eu sou para eles? 
— Um cavaleiro que se lembra de seus votos — o ferreiro respondeu.”

George R R Martin - O cavaleiro dos Sete Reinos, 2010



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sentimentos à flor da pele, organizada por Vilto Reis e Anna Schermak


Enfim chegou às minhas mãos a tão aguardada antologia Sentimentos à flor da pele, organizada pelo Vilto Reis do podcast 30:MIN e pela Anna Schermak, ex-LiterárioCast, e que traz contos dos membros da podosfera literária brasileira. Além desses dois podcasts já citados, temos a presença do CabulosoCast, do LivroCast e d’O Drone Saltitante. O projeto desse livro foi lançado no Catarse, plataforma de financiamento coletivo, e viu sua luz nesse primeiro trimestre de 2016, onde há pouco chegou às minhas mãos e foi prontamente degustado. E agora será triturado, debulhado, eviscerado. Como eu esperei esse momento, bwahahaha…! E acham que essa minha empolgação é por amor a esses podcasters, que me acompanham tantas horas por semana?

Nananinanão. É porque agora eu terei a chance de me vingar de todos os livros e autores que eles já esculacharam em seus programas. Brincadeira; eu amo mesmo esses podcasters — mas serei totalmente honesto, como acho que eles esperam que todos sejam. (Preciso falar que tudo o que direi se trata apenas de minha opinião? Espero que não. Ops, já falei.)

Assim sendo, vamos começar pela antologia em si.




Sentimentos à flor da pele. Que nome ruim. Sério mesmo. Parece sugerir que você encontrará histórias água-com-açúcar, tipo Julia, Sabrina ou Nicholas Sparks. A ideia era que os sentimentos personificassem-se como os Perpétuos de Neil Gaiman em Sandman — e isso é dito na apresentação —, mas o título passa tudo menos isso. Se você acompanha esses podcasts, já sabe que rolou uma treta quando da escolha do nome da antologia, e eu começo a imaginar que qualquer um dos outros nomes propostos devia ser melhor do que esse. No entanto, achei muito legal a ideia da antologia, e torci para que desse certo — como deu, ainda que nos últimos instantes do prazo para o financiamento. Só acho que o resultado final podia ser um pouco melhor.

Dito isso, vamos aos contos.


1.º: Aquele terno maldito e aquele maldito gato, de Anna Schermak

Fala sério, que título daora! Muito legal mesmo… o título. Como não temos (ao menos no começo da obra) o sentimento que cada podcaster escolheu para usar, vou me ater aqui ao que imaginei ser — e, nesse caso, foi a Vingança. A história é interessante até o seu ato final abrupto deixar uma sensação de mas hein…? (Não vou falar dos plots porque os contos são todos bem curtos, e a descoberta deles é tão interessante quanto seus clímaces.) A ideia do conto até que foi interessante, mas podia ter sido bem melhor construído e, com isso, ganhar mais brilho. Tem uns momentos interessantes, contudo, apesar de fugir do tema proposto, que é personificar um sentimento, e não trazê-lo a um personagem (contudo, esse sentimento aflorado dialogou com o título, apesar de contradizer a apresentação da antologia). Nota 2 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Errei o sentimento; era a Solidão.

2.º: O bosque da depressão, de Andrey Lehnemann [LivroCast]

Aqui o negócio engrena. E de vez. Com vontade. E digo mais: o melhor conto da antologia. O sentimento usado aqui é, obviamente, a Depressão, e essa história tem um nível de profundidade tão grande que funcionaria — que funcionará, tenho certeza — igualmente bem fora do contexto dessa obra. O autor escreve muito bem mesmo, não deixa aquela impressão de “novatismo” que outros transpareceram, e é forte, inquietante, perturbador. Nota 5 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Acertei o sentimento :) (foi fácil essa, né?)

3.º: Existe amor na rua Paiquerê, de Cecília Garcia Marcon [30:MIN]

Ahá! Tem pegadinha aí, tenho certeza! Apesar de ter amor no nome, acho que o sentimento que é retratado nesse conto é a Solidão. Sua história instigante traz um protagonista muito interessante, e é o primeiro que traz o sentimento realmente personificado (ainda que O bosque da depressão também o traga na forma de um personagem — o próprio bosque). Um conto bem legal mesmo. Nota 3,5 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Errei o sentimento; era a Obsessão. Fez sentido, embora eu achasse melhor se fosse a Solidão.

4.º: Mais uma bomba caiu no meu jardim, de Domenica Mendes [CabulosoCast]

Outro conto que fugiu do tema, como o primeiro. Aqui, transparece a preferência da autora pelas distopias young adult — e se você acompanha o podcast, deve ter percebido isso também. No entanto, achei o conto muito simples, sem nada marcante, raso até. Tanto que o sentimento que me pareceu permear a personagem foi a Apatia. Se era outro, não me foi possível captá-lo. Apesar da ambientação ser interessante, não difere muito de tudo o que já foi feito antes em distopias YA. Nota 2 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Acertei na mosca; ponto para a autora.

5.º: Sua herança, de Igor Rodrigues [O Drone Saltitante]

Gostei desse conto, de verdade. Sentimento retratado: Ódio. Ou Ira. Ou Fúria. Aaaargh!!! He he. Fez bem jus à aura polêmica e inflamatória que o autor já criou na podosfera. Ele havia, inclusive, comentado que achava que o título não fazia sentido; no entanto, fez sim, e bastante. Esse é um mal do qual o conto não sofre. O autor usou um recurso que aprecio: não explica nada logo de cara. Confundi-me no começo sobre quem era o quê de quem, mas isso — imagino — foi de caso pensado e funcionou muito bem. A atmosfera foi bem trabalhada, e foi uma boa estreia do autor, apesar do final meio rocambolesco. Nota 3 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Acertei a ideia, mas errei o nome do sentimento: era a Raiva.

6.º: O grande duelo, de Jefferson Figueiredo [30:MIN]

Outro cujo tema seria fácil de prever mesmo antes de ter a antologia em mãos, por causa das claras preferências do autor — westerns. Apesar de também ter (segundo o meu entendimento) fugido do tema, foi um conto bom, simples, mas talvez por isso mesmo tenha funcionado. É a história de um acerto de contas tardio; um ponto final em duas vidas sem sentido — e foi criado um passado interessante para os personagens, mesmo que tenha deixado margem para especulação (e acho que isso também seja um ponto a favor). Creio que o sentimento aqui retratado foi o Ressentimento, mas não estou muito certo. Nota 3 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Errei o sentimento; era o Ódio. Não achei bem retratado, então. Está mais para ressentimento mesmo.

7.º: N. A. (Nostálgicos Anônimos), de Lucas Rafael Ferraz [CabulosoCast]

Junto com os contos do Igor, da Cecília e do Marcelo, esse fez exatamente o que a antologia pedia: um sentimento personificando-se — e, nesse caso, a Nostalgia. No entanto, o autor foi tão sutil na narrativa que talvez passe despercebida a “verdadeira verdade” de quem está por trás dos acontecimentos narrados. Contudo — e talvez por isso mesmo —, é um conto bastante inteligente, que não joga o segredo na cara do leitor. Achei ele muito bom mesmo. Nota 4 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Acertei o sentimento, esse nem tinha como errar :P

8.º: Onde não deveria estar, de Marcelo F. Zaniolo [LivroCast]

O sentimento personificado aqui é claro e se anuncia: o Medo. Esse foi um conto muito bom, quase uma fábula; bem desenvolvido, bem escrito e bastante atmosférico. O personagem é interessantemente construído, de uma forma pouco convencional no que se trata de seu trauma, e seu antagonista é otimamente caracterizado. Nota 4 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Outro que acertei, e outro que não tinha erro.

9.º: Ratos em sangue, de Mateus Lins [LiterárioCast]

Interessante esse conto. Curioso mesmo, uma vez que o autor é conhecido por ser autor de literatura juvenil. Aqui, ele amplia esse escopo e nos mostra uma história adulta, densa e cruel, numa construção atmosférica e melancólica. Apesar de achar que somente sentimentos negativos foram escolhidos, não consigo ver outra coisa que não a Esperança personificada na protagonista. Só acho que faltou um “quêzinho” que não consigo identificar… talvez na escrita… talvez no desenvolvimento… enfim. Nota 3 de 5.

Atualização ao fim da leitura: Errei o sentimento; era o Escapismo. Espera; isso é sentimento?

10.º: Peixe fora d’água, de Vilto Reis [30:MIN]

Apesar de também ter fugido à proposta (a não ser que o sentimento seja o peixe, he he), é um conto bom. Toca num tema que eu gosto muito — a crítica à fé cega e à autoridade irrefletida. Minha opinião do sentimento aqui retratado é um chute descarado: seria a Liberdade? Não me ficou muito claro. Nota 3 de 5 também.

Atualização ao fim da leitura: Errei o sentimento; era o Poder. Faz sentido, mas assim faz mesmo o conto fugir da proposta.


A antologia fecha então com uma nota 3,25 de 5 — e acho que foi justa. Tem uns contos bem bons, mas outros nem tanto. Claro que, para uma primeira antologia podosférica, está de muito bom tamanho; o design gráfico do interior está ótimo, ainda que a capa tenha pecado em um detalhe: além do título fraco, gerou muitas piadinhas, porque a palavra pele estava em destaque e passou-se a chamar a antologia de “o livro do Pelé”. Claro que foi uma brincadeira, mas não custava ter dado uma melhorada ao menos no design do título que já era ruim por si só.




Que venha a segunda antologia então, porque espero com curiosidade os contos do Lucien o Bibliotecário e da Priscila Rúbia do CabulosoCast; do Diego Lokow do LivroCast; da Diana Ruiz d’O Drone Saltitante… e claro, também, dos podcasts e podcasters esquecidos nessa: o Rodrigo Basso do Covil de Livros; da Melanie Yee e do Thiago Alves do Agentes do L.I.V.R.O.; da Gabriela Ventura do Taverna do Fim do Mundo; e do Ricardo Herdy e do Raphael Modena do Ghost Writer.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Contos do Dragão: Aquecimento global (Em fogo alto)


"Sentada no banco da praça, num canto onde não havia tantos cadáveres, eu olhava para a vacuidade do mundo. Como se meu cérebro se recusasse a pensar em alguma coisa mais prática, a única coisa que me vinha à cabeça era que logo, logo, aqueles cadáveres iriam começar a feder e com certeza não seria possível escapar do cheiro. Naquela hora da tarde, a luz solar, aquela mesma, que dizimara sonhos e projetos e amizades e amores, lançava uma quentura acalentadora no mundo, alongava sombras até seus limites e pintava tudo com uma paz etérea e ao mesmo tempo permanente, típica das coisas que vão ficar para todo o sempre e que não vão se importar com o que se pensa delas. E, falando nisso, eu não vou mentir que me importava com todas aquelas pessoas mortas — eu não me importava. Estava até feliz em estar sozinha. Por muitas vigílias eu pedi por isso."

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Contos do Dragão: My shadow plan


“Desde o início da “maldição” — e assim era como seus próprios cidadãos a chamavam —, muito poucos viajantes passavam por Agliana por escolha própria, e muitos, quando o eram obrigados, se benziam com o gesto característico de seus deuses ao entrar e ao sair da cidade. O sol não chegava ao interior daqueles muros, e as pedras cinzentas, com as quais toda a cidade era construída, só ajudavam a tornar ainda mais deprimente o clima da urbe. A única iluminação das ruas era a artificial, e, ainda assim, muitas ruas pareciam muito mais escuras do que poderia ser considerado seguro. 
Seguindo a viatura do decurião Maurillion, Yan dirigiu sua van por várias ruas escuras, frias e úmidas, até que chegaram à residência do regente Dragan. Como a grande maioria das casas da rua, a do regente não tinha nada de especial; era feia, de dois andares, espremida entre as outras, como se todas estivessem lutando pelo seu próprio espaço. 
Com duas batidas secas à porta, Maurillion foi atendido pelo mordomo do regente, com a hospitalidade típica dos habitantes da cidade amaldiçoada — sem uma única palavra, ele deixou a porta aberta e virou as costas para os cinco visitantes. 
— Suponho que isso signifique que podemos entrar, nos sentir em casa e que estão todos muito felizes em nos acolher, certo? — perguntou Jess. 
— Vá se acostumando, meio-celta — respondeu Maurillion. — Aqui não receberá tratamento diferente." 
(...)

“Juntamente com seus dois investigadores da legião, acompanhou-os até a casa de Nimatore o chefe da polícia de Agliana. Sob a chuva lúgubre, pararam defronte a uma suntuosa mansão, com um jardim que certamente fora belo nos dias em que o Sol visitava a cidade, há décadas atrás. Andrea Maurillion chamou, bateu com o cabo de seu gládio no metal do portão, mas não foi atendido. Não se notava movimento na residência, e nenhuma luz estava acesa. 
Após algumas tentativas, o decurião perdeu a paciência. Preparou-se para arrombar o portão, ornado com um grande “N” duplo, esculpido em cobre ou assemelhado. Foi impedido, entretanto, por uma voz rouca e levemente sibilante, vinda de trás dele. 
— Não desperdice suas forças, soldado. 
Virando-se, Yan, Roy, Jess e Lavínia viram se tratar do conselheiro guaír que viram na Câmara mais cedo, e que ainda estavam com as vestes oficiais. 
— Conselheiro — disse Roy. — Está nos seguindo? 
— De certa forma — disse ele. — Sabia que, se fossem bons, chegariam a esse resultado — completou. Cada palavra que dizia com o fonema “s” soava como se fosse “sh”. 
— Sabia que viríamos aqui? — perguntou Lavínia. 
— Digamos… que eu saiba algumas coisas que vocês não — disse o guaír. 
— Nimatore não está aqui, não é? — perguntou Yan. 
— Não. Mas posso dar uma boa explicação… se vocês me acompanharem."


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domingo, 31 de julho de 2016

Um adeus a Kouji Wada


Faleceu nesse dia 3 de abril o intérprete da minha música tema de animes preferida, o incrível Kouji Wada. A música em questão se chama Butterfly, do anime Digimon, que coloriu minha adolescência, e é realmente uma ótima canção.

Vou deixar aqui a letra traduzida dessa música, que serve bem como uma homenagem a mais esse talentoso ser humano que o câncer nos roubou aos 42 anos de idade, assim como um vídeo de uma de suas últimas performances cantando-a, já bastante debilitado, mas, talvez por isso mesmo, tão tocante.



Butterfly

Vou me tornar uma alegre borboleta, e cavalgar o vento brilhante
E assim irei ver você em breve
É melhor esquecer as coisas desnecessárias
Não há mais tempo para desperdiçar
O que você quer dizer?
Acho que iremos alcançar os céus
Apesar de eu nem saber quais serão meus planos para amanhã

Depois de um sonho sem fim
Nesse mundo de vacuidade
Temos a impressão de que nossos tão queridos sonhos se perderão
E mesmo com essas asas tão pouco confiáveis
Cobertas com imagens que tendem a durar
Eu acredito que poderemos voar
Oh meu amor.

Vou me tornar uma alegre borboleta, e cavalgar um vento mais sério
E eu vou ver você seja lá onde você estiver
Palavras ambíguas são surpreendentemente úteis
E eu vou gritá-las, enquanto ouço uma canção de sucesso
O que você acha?
Eu fico pensando se elas vão ecoar por toda essa cidade
Mas não há porque anteciparmos nada

Depois de um sonho sem fim
Nesse mundo tão miserável
Está certo, talvez fugir do senso comum não seja assim tão ruim
E mesmo com essas asas tão desajeitadas
Tingidas com imagens que parecem durar
Eu acredito que poderemos voar
Oh meu amor.

Contos do Dragão: Kamerorkester


"Então é isso, pensei. Foi minha revelação. O meu "eu" no espelho parecia agora o policial — surgia nas minhas costas a mesma sombra que envolvia aquele homem que se convertera num hidrante de sangue. Eu era um anjo negro, com asas retorcidas que se dobravam e se contorciam e me engolfavam, exatamente como as dele. Antes, eu sofri muito até descobrir que somente eu via aquelas coisas, mas apenas naquele momento eu percebi o que aquilo significava. 
Se eu fosse um cara diferenciado, teria tido uma iluminação divina, um insight, e teria decidido mudar minha vida, ajudar os outros... Mas a única coisa que realmente pensei naquele momento foi: Cara, vou ganhar muito dinheiro com isso. E ganhei mesmo. 
Estudei melhor minha habilidade — o dom que Deus ou o Demônio me deram —, até que eu pudesse entender cada nuance, cada variação das sombras, e procurei meu primeiro "cliente" assim que acabou a época da escola — o prazo que me dei para ambos os estudos. Não foi necessária muita análise; os telejornais mostraram as complicações que o delegado estava enfrentando com criminosos — ou, numa interpretação mais realista, a sua incompetência em negociar com os bambambãs da cidade —, então ficou claro o meu primeiro objetivo: voltar à delegacia."

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terça-feira, 8 de março de 2016

E meus primeiros filhos nasceram!


Que emoção é ver os primeiros filhos nascerem...! Ou melhor, serem publicados, no caso! Agora eu posso dizer em bom tom: sou um escritor. Profissional. Publicado. :)

Minhas primeiras publicações são cinco contos, saindo pelo selo Contos do Dragão da Draco, a editora que mais dá atenção, no momento, aos autores de ficção fantástica brasileiros. Eles estão disponíveis em e-book, para os principais e-readers do mercado. (Estão todos baratinhos, R$ 2,99 cada um.) Você pode encontrá-los aqui: Amazon (Kindle) | Cultura (Kobo) | Saraiva (Lev)

São eles:




Kamerorkester é um conto de terror, onde o protagonista deve escolher se vai se tornar o herói ou o vilão de sua própria história. Aquecimento global (Em fogo alto), por outro lado, é humorístico, e dá uma explicação curiosa para o calor que enfrentamos nesses últimos tempos. Paid in full é uma ficção científica, onde o protagonista tenta uma nova chance para salvar quem ama. Nil é uma fantasia, quase uma fábula, sobre como encarar a morte, e My shadow plan é uma aventura fantástica que se passa no mesmo mundo do meu primeiro romance. Nele, os protagonistas têm que resolver um mistério em uma cidade amaldiçoada, onde chove o tempo todo.

Vou dizer mais uma vez: como é boa a sensação de ver seu próprio nome na capa de algo, publicado, como autor... Claro que ainda há um longo caminho pela frente, mas o primeiro passo foi dado!